Um homem foi preso durante uma operação do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), que apreendeu cerca de 2,5 toneladas de maconha do tipo skunk em Manaus. A carga foi localizada em dois caminhões no bairro Aleixo, na Zona Centro-Sul da capital, e é avaliada em aproximadamente R$ 50 milhões, segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).

A apreensão aconteceu na quinta-feira (3) e foi apresentada pela polícia nesta sexta-feira (4), na Delegacia Geral, em Manaus.Segundo o delegado Rodrigo Torres, titular do Denarc, o homem preso era investigado desde 2024 e é apontado pela polícia como responsável pelo recebimento e pelo escoamento de grandes carregamentos de drogas em Manaus.

“O Rodrigo, o principal alvo, é uma pessoa muito influente por onde ele passa, mas ele não tinha um trabalho desenvolvido nesse sentido para ajudar a comunidade. Ele fundou recentemente um instituto, e aí sim a gente está investigando para ver como funcionava e como ele se mantinha”, afirmou o delegado.

Ainda de acordo com Torres, a investigação aponta que a principal atividade atribuída ao suspeito estaria relacionada ao tráfico de drogas.

“A investigação aponta que o trabalho dele mesmo era tráfico de drogas. A função dele era receber drogas em Manaus e mandar para fora do estado”, disse.Droga estava em dois caminhões
Os entorpecentes foram encontrados dentro de dois caminhões que estavam em frente ao instituto social ligado ao investigado, no bairro Aleixo. Segundo o delegado, o local fica ao lado da residência do suspeito.

“As drogas estavam acondicionadas dentro dos caminhões, na frente do instituto pertencente a ele, que, por sinal, fica ao lado da residência dele”, afirmou Rodrigo Torres.

Segundo a Polícia Civil, a carga teria como destino os estados da Paraíba e do Ceará. Anotações encontradas durante as investigações ajudaram os policiais a identificar o possível destino dos entorpecentes.

“Ele não tinha uma região que ele atendia. Ele recebia a droga aqui em Manaus e daqui ele escoava geralmente para o Nordeste”, explicou o delegado.

Investigação do homem começou em 2024
A investigação, segundo o Denarc, durou aproximadamente dois anos. De acordo com Rodrigo Torres, o trabalho começou a partir de outras apreensões realizadas pelo departamento.

“A investigação durou dois anos. Não foi uma apreensão apenas. A cada apreensão que o Denarc faz, aprofundamos dentro da documentação apresentada e das coisas apreendidas. Foi o que aconteceu nessa investigação”, afirmou.

Ainda segundo o delegado, a análise de documentos e dados permitiu que os investigadores chegassem ao homem apontado como principal alvo.

“Nós conseguimos avançar e chegar, através de documentações e levantamento de dados, até o Rodrigo, que é o principal alvo, que fazia esse trabalho com drogas”, disse.

Ao longo dos dois anos de investigação, sete pessoas foram presas, segundo a Polícia Civil. O irmão do principal investigado também havia sido preso anteriormente com outras pessoas em uma investigação relacionada ao tráfico e à lavagem de dinheiro.

A prisão do principal investigado foi decretada no fim de agosto. Também foram determinadas medidas de bloqueio de contas e busca e apreensão de imóveis ligados a ele. Segundo Torres, pelo menos R$ 1 milhão foi bloqueado.

Carga teria saído da Colômbia
Segundo informações da investigação, a droga apreendida teria saído da Colômbia e chegado ao Amazonas pelo Rio Japurá. A partir de Manaus, os entorpecentes seriam transportados para outros estados.

De acordo com o delegado, as anotações apreendidas durante a investigação indicavam que parte da carga seguiria para a Paraíba e outra parte para o Ceará.

“A parte iria para a Paraíba e parte para o Ceará”, afirmou Torres.

A Polícia Civil estima que os 2,5 toneladas de skunk apreendidas tenham valor aproximado de R$ 50 milhões.

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“O valor da mercadoria apreendida é de R$ 50 milhões, baseado em uma tabela que pertence ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Esse valor é baseado na média nacional”, explicou o delegado.

A investigação relacionada ao tráfico de drogas continua para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a estrutura utilizada para o recebimento, armazenamento e transporte dos entorpecentes.

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